Sarney Filho (PV) assume Ministério do Meio Ambiente

O Senador Sarney Filho do Partido Verde do Maranhão assumiu nesta quinta (12) o Ministério do Meio Ambiente do governo do presidente interino Michel Temer.  Advogado, aos 59 anos e exercendo o décimo mandato parlamentar consecutivo – um de deputado estadual e nove de deputado federal, Sarney Filho acrescentará mais um item importante à sua trajetória política.

Ao longo de quase quatro décadas na Câmara Federal, Sarney Filho deixou o ninho partidário da família e se filiou ao PV em 2002. Foi um dos pioneiros do movimento verde no Congresso Nacional, tendo sido um dos formadores da Frente Parlamentar Ambientalista, da qual foi o primeiro presidente. Foi várias vezes líder e vice-líder do Partido Verde, presidiu várias comissões importantes, como a Comissão Mista de Orçamento, que se tornou sonho colorido dos deputados e senadores, e a de Defesa do Consumidor e Minorias.


Entre muitas missões cumpridas na Câmara e no Congresso, uma das mais importantes e de peso históricos foi a de ser o relator do projeto que garantiu o ingresso do Brasil no Mercosul, o bloco que mudou a face econômica do Cone Sul. A isso se somam uma efetiva participação na Assembleia Nacional Constituinte e um baú de emendas à Constituição, projetos de lei ordinária e complementar, entre muitas outras ações parlamentares. Vale anotar que sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente foi a mais produtiva até então, tanto que foi muitas vezes elogiado pela ONG ambientalista Greenpeace. Sua batalha mais recente foi evitar que o Código Ambiental fosse desfigurado pela bancada ruralista. 

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Sarney Filho com o presidente do PV Nacional José Luiz Penna
O novo ministro possui atuação destacada na defesa do meio ambiente, sobretudo, nas discussões em prol da prevenção de incêndios florestais e agressões à unidades de conservação e ações de biopirataria. Em 1997, liderou a criação da Frente Parlamentar Ambientalista para o Desenvolvimento Sustentável, que coordenou até 1999, quando foi nomeado Ministro do Meio Ambiente para o governo de FHC e, atualmente, é conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA-MMA) e membro do Conselho Consultivo da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS). Sarney Filho também liderou ações do PV contra propostas do Executivo e do Legislativo que ameaçam o meio ambiente, como a aprovação da produção de produtos transgênicos (OGMs) sem estudo de impacto ambiental, e desde 2008 as iniciativas de segmentos do setor ruralista que querem alterar o Código Florestal e outras leis para flexibilizar os desmatamentos no país.  Clique aqui para ver a biografia completa de Sarney Filho. 

"Recebi este convite já a algum tempo. Eu tinha sido sondado e o vice presidente, agora presidente interino, me ligou e disse que gostaria de contar com a minha colaboração no governo nesta área. Plantei a semente de tudo o que o Brasil está colhendo internacionalmente. Agora, é uma missão nossa, eu sei, que muita coisa vai ter que melhorar e eu aceitei esse desafio”, declarou Sarney Filho em entrevista à Rádio Mirante AM na manhã desta quinta. 

MARIANA
A tragédia de Mariana está entre as  prioridades de Sarney Filho como Ministro do Meio Ambiente. No seu último ato na Câmara, antes de assumir a pasta no governo Temer, o então parlamentar apresentou o relatório final da Comissão Externa criada para acompanhar e avaliar os desdobramentos do rompimento da barragem. “É importante termos em mente que essa tragédia não se encerrou, é um crime continuado. Nós ainda estamos vendo derramamento de lama. A bacia do Rio Doce continua sendo poluída e os acordos que foram firmados até agora não surtiram resultados que atinjam principalmente os mais prejudicados pela irresponsabilidade da Samarco”, afirmou. 

O relatório responsabiliza a empresa Samarco Mineração pela tragédia e suas consequências, mas pede também a apuração das responsabilidades dos órgãos envolvidos no licenciamento e fiscalização da atividade.  “Eu não posso, como ministro do Meio Ambiente, desconhecer o conteúdo desse relatório. Então, evidentemente que nós vamos atuar firmemente para que tragédias como esta não possam jamais ocorrer novamente”, disse o  novo ministro.  

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