Marina diz que posição não é de neutralidade, mas de independência.
A Executiva nacional do Partido Verde, em reunião neste domingo (17/10) em São Paulo, optou pela neutralidade neste segundo turno da campanha presidencial. Depois do discurso de Marina Silva, o presidente do PV, José Luiz F. Penna, procedeu a votação e o resultado refletiu a vontade da quase totalidade dos plenaristas.
A decisão da Plenária Nacional segue a vontade de Marina Silva, que obteve quase 20 milhões de votos no primeiro turno. Marina defendia desde o início do segundo turno a sua posição de independência. “Essa posição do partido ... vai favorecer a democracia e o debate sobre o que interessa ao Brasil”, declarou a senadora que também mandou um recado aos candidatos “A escolha se estende agora à atitude de vocês”. Na Plenária, o PV quis assegurar àqueles que querem manifestar uma posição diferente, mas não poderão usar os símbolos do partido, nem falar como dirigentes do partido. No entanto, como cidadãos, poderão fazê-lo livremente.
Marina, que foi bastante aplaudida, também ressaltou que a candidatura dela à presidência representou a “quebra do plebiscito” instaurado nas eleições num primeiro momento. “As circunstâncias estão aí para serem transformadas e são mudadas por aqueles que não estão rendidos a elas”. E completou repetindo o que se tornou um mantra de sua campanha: “Não queríamos o embate, queríamos o debate”. Agora, o PV quer ser um “veículo mediador de propostas” e que vai cobrar dos demais partidos e de quem for eleito a execução dos programas e das promessas de campanha, posicionando-se sempre sobre as propostas. “A agenda de um partido como o nosso não se prende à eleição”, disse o presidente do partido José Luiz de França Penna.
17 / 10 / 2010
