O Senador Sarney Filho do Partido Verde do Maranhão assumiu nesta quinta (12) o Ministério do Meio Ambiente do governo do presidente interino Michel Temer. Advogado, aos 59 anos e exercendo o décimo mandato parlamentar consecutivo – um de
deputado estadual e nove de deputado federal, Sarney Filho acrescentará
mais um item importante à sua trajetória política.
Ao longo de quase quatro décadas na Câmara Federal, Sarney Filho deixou o
ninho partidário da família e se filiou ao PV em 2002. Foi um dos pioneiros do movimento verde no
Congresso Nacional, tendo sido um dos formadores da Frente Parlamentar
Ambientalista, da qual foi o primeiro presidente. Foi várias vezes líder
e vice-líder do Partido Verde, presidiu várias comissões importantes, como a
Comissão Mista de Orçamento, que se tornou sonho colorido dos deputados e
senadores, e a de Defesa do Consumidor e Minorias.
Entre muitas missões
cumpridas na Câmara e no Congresso, uma das mais importantes e de peso
históricos foi a de ser o relator do projeto que garantiu o ingresso do
Brasil no Mercosul, o bloco que mudou a face econômica do Cone Sul. A
isso se somam uma efetiva participação na Assembleia Nacional
Constituinte e um baú de emendas à Constituição, projetos de lei
ordinária e complementar, entre muitas outras ações parlamentares. Vale
anotar que sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente foi a mais
produtiva até então, tanto que foi muitas vezes elogiado pela ONG
ambientalista Greenpeace. Sua batalha mais recente foi evitar que o
Código Ambiental fosse desfigurado pela bancada ruralista.
Canal Rural - Leia mais no link
http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/conheca-novo-ministro-meio-ambiente-62046
ou compartilhe este conteúdo através das ferramentas oferecidas na
página. Os textos, fotos, vídeos e demais conteúdos do Canal Rural estão
protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral, e não
podem ser reproduzidos sem autorização prévia. Caso queira replicar
algum conteúdo do Canal Rural, por favor, utilize o link original ou
entre em contato (canalrural@canalrural.com.br). Siga-nos:
https://www.facebook.com/canalrural, https://twitter.com/canalrural,
https://instagram.com/canalrural
![]() |
| Sarney Filho com o presidente do PV Nacional José Luiz Penna |
O novo ministro possui atuação destacada na defesa do meio ambiente,
sobretudo, nas discussões em prol da prevenção de incêndios florestais e
agressões à unidades de conservação e ações de biopirataria. Em 1997,
liderou a criação da Frente Parlamentar Ambientalista para o
Desenvolvimento Sustentável, que coordenou até 1999, quando foi nomeado
Ministro do Meio Ambiente para o governo de FHC e, atualmente, é conselheiro do Conselho
Nacional de Meio Ambiente (CONAMA-MMA) e membro do Conselho Consultivo
da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS). Sarney Filho também liderou ações do PV contra
propostas do Executivo e do Legislativo que ameaçam o meio ambiente,
como a aprovação da produção de produtos transgênicos (OGMs) sem estudo
de impacto ambiental, e desde 2008 as iniciativas de segmentos do setor
ruralista que querem alterar o Código Florestal e outras leis para
flexibilizar os desmatamentos no país. Clique aqui para ver a biografia completa de Sarney Filho.
"Recebi este convite já a algum tempo. Eu tinha sido sondado e o vice
presidente, agora presidente interino, me ligou e disse que gostaria de
contar com a minha colaboração no governo nesta área. Plantei a semente
de tudo o que o Brasil está colhendo internacionalmente. Agora, é uma
missão nossa, eu sei, que muita coisa vai ter que melhorar e eu aceitei
esse desafio”, declarou Sarney Filho em entrevista à Rádio Mirante AM na manhã desta quinta.
MARIANA
A tragédia de Mariana está entre as prioridades de Sarney Filho
como Ministro do Meio Ambiente. No seu último ato na Câmara, antes de
assumir a pasta no governo Temer, o então parlamentar apresentou o
relatório final da Comissão Externa criada para acompanhar e avaliar os
desdobramentos do rompimento da barragem. “É importante termos em mente que essa tragédia não se encerrou, é um
crime continuado. Nós ainda estamos vendo derramamento de lama. A bacia
do Rio Doce continua sendo poluída e os acordos que foram firmados até
agora não surtiram resultados que atinjam principalmente os mais
prejudicados pela irresponsabilidade da Samarco”, afirmou.
O relatório responsabiliza a empresa Samarco Mineração pela tragédia e
suas consequências, mas pede também a apuração das responsabilidades
dos órgãos envolvidos no licenciamento e fiscalização da atividade. “Eu não posso, como ministro do Meio Ambiente, desconhecer o conteúdo
desse relatório. Então, evidentemente que nós vamos atuar firmemente
para que tragédias como esta não possam jamais ocorrer novamente”, disse
o novo ministro.
Notícias relacionadas:

