A confirmação da vitória de Alexander ocorreu no dia 4 de dezembro. Ao disputar e vencer a segunda etapa das
eleições contra Norbert Gerwald Hofer, do Partido Austríaco da
Liberdade, a corte austríaca decidiu anular o resultado das eleições, em
função da numeração equivocada da abstenção de votos, dentre outros
problemas funcionais, ter comprometido a eficiência e a confiabilidade
da contagem. Não obstante, ao convocarem a população para comparecer
novamente às urnas, a vitória de Alexander Van der Bellen foi confirmada. Décimo segundo presidente da Áustria, Van der
Bellen assumirá oficialmente a presidência no dia 26 de janeiro de 2017.![]() |
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Van
der Bellen candidatou-se como um político independente para as eleições
de 2016, respaldado pelo Partido
Verde. Van der Bellen
apoia uma ainda frágil, mas consistente visão de federalismo europeu,
por ele elaborada de forma mais detalhada em um livro que publicou em
2015. Com uma visão política de teor mais suave, pragmático e
abrangente, aparentemente, ele vai dar prosseguimento ao
clima de progresso e prosperidade comuns à sociedade austríaca,
habituada a ser um dos países mais estáveis e desenvolvidos do mundo.
A vitória de Van der Bellen está sendo celebrada pela União
Europeia, que vê no político austríaco um mentor e um aliado. O presidente eleito tem enorme
conhecimento técnico e prático em diversos segmentos da gestão pública.
Sua visão política de caráter mais moderado e sensato, destituída de
radicalismos, é extremamente apreciada e bem recebida pela ala política
mais conservadora da Europa ocidental e central, que acredita na
consolidação da União Europeia, e, acima de tudo, deseja priorizar um
processo político que permita aos países membros estreitar vínculos,
depois de assimilar em um contexto continental a desfaçatez estrutural e
política de uma Europa que ainda se recupera do Brexit.
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Filho
de pai russo e de mãe estoniana, Van der Bellen, apesar de ter nascido
em Viena, só obteve cidadania austríaca aos quatorze anos de idade.
Filho de refugiados dos estados bálticos, seus pais falavam russo
fluentemente, mas não fizeram questão de ensinar o idioma ao filho.
Fugindo do exército vermelho, e depois dos nazistas, Van der Bellen
passou sua infância no estado do Tirol, e aos dezoito graduou-se na
capital, Innsbruck. De lá, aos vinte e oito anos, mudou-se para Berlim.
Pouco depois, Van der Bellen regressou a Innsbruck, transferindo-se,
depois, para a capital, Viena.
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Seu
ingresso na vida pública parece ter sido uma evolução natural do
ambiente acadêmico no qual viveu, além do seu envolvimento em ciências
econômicas, dentre outras disciplinas e responsabilidades oriundas do
campus universitário. Sendo um homem naturalmente pragmático, que não vê
as disciplinas de forma isolada, mas possivelmente contempla cada uma
delas como complementando umas às outras, Van der Bellen muito em breve
assumirá a maior responsabilidade de sua vida pública: governar o seu
país.
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| Van der Bellen ao lado de seu adversário Norbert Hofer |
Tendo
recebido os cumprimentos do seu adversário político, Norbert Hofer –
que possivelmente tentará a presidência mais uma vez, em 2022 – seu
rival na corrida presidencial escreveu, em seu perfil nas redes sociais:
“Eu cumprimento Alexander Van der Bellen por seu sucesso, e peço a
todos os austríacos para que fiquem juntos e trabalhem juntos”. Ao
comemorar a vitória, sua segunda – após a primeira ter sido anulada em
virtude do processo de contagem de votos ter ficado comprometido – Van
der Bellen parece não apenas ser a opção mais segura para a grande
maioria dos austríacos, mas reflete no apelo popular, também dos países
vizinhos, o fato de que a consolidação de um futuro se materializa em um
momento oportuno, que tornará propício e inexorável o progresso da
nação.
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Fontes e fotos: jornaldoestadoms.com / Deutsche Welle / Sputnik.


